quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Die For You 24

*Andy On*

"Ei" - eu disse. - "Eu te amo"
"Eu também te amo" - ela me respondeu de volta.
"Como você pode me amar?" - pergunto passando a ponta dos dedos no meu rosto.
"Amando. Simples assim." - ela abre o sorriso que eu mais amo.
"Talvez não deva..."
"Por que?"  - coloco o meu dedo indicador no meio das suas sobrancelhas quando elas se unem.
"Porque eu não sou uma pessoa boa o suficiente pra você... Fiz muitas coisas ruins. Uma das quais, fez muitas pessoas chorarem e me odiarem também."
"Não interessa... Eu não sou como as outras pessoas. E depois, tenho certeza que você não fez por mal."

Repasso essa conversa mentalmente a cada passa do que eu dou em direção aquela maldita sala vip. Eu deveria saber que ele voltaria. Claro, se fosse eu no lugar dele, eu voltava. Particularmente não me importo com o que pode acontecer comigo, eu me preocupo com ela. Ela não tem nada a ver com a história, nada a ver com o meu passado.

Quando ela descobrir ela vai me odiar, eu tenho certeza disso. Assim como eu me odeio. Ela não merece uma pessoa como eu.

Imagens das mãos do Marcos no corpo da (seu nome) invadem minha mente fazendo meu sangue ferver. DESGRAÇADO! A minha única reação foi rumar o microfone com tudo no chão, no meio da música, sem me importar com nada. Eu percebi que ela estava estranha quando a vi do palco, ela parecia estar com medo, e eu juro que vi uma lagrima escorrendo do rosto perfeito dela. Novamente as imagens corroem meu cérebro, só que dessa vez, ele está machucando-a e ela está chorando
e então eu perco todo o sentido, perco quando tipo de juízo que eu tenha, e a única coisa que resta é raiva, muita raiva. E muita vontade de bater no filho da puta que esta machucando a (seu nome).

Paro em frente a porta da sala onde ela está junto com ele e tento abri-la. Nada.

(Jinxx): Calma, Andy. Desse jeito você não vai abrir. Ela tá trancada!

Não sabia que eles tinha vindo atrás de mim. Ele fica na frente da porta.

(Eu): Calma o caralho Jinxx! Eu vou derrubar essa porra! Saia daí!
(Ashley): E depois você vai fazer o que?
(Eu): Matar esse filho da puta! Eu vi ele batendo nela!

Vejo vermelho. Puxo o Jinxx pelo braço e dou uma pesada na porta seguida de outra que faz a porta cair. Entro na sala e não consigo ver mais nada além da (seu nome). Ela está com o canto da boca sangrando, seus olhos estão inchados de tanto chorar, sua blusa está rasgada. O desgraçado esta com a mão em seus cabelos, segurando os seus braços por trás com um sorriso presunçoso em seus lábios. Labios esses que eu vou deformar junto com todo o seu corpo!

(Seu nome): Andy... - olho para ela e dou um passo em sua direção.
(Marcus): Não se aproxime. Se você tentar se aproximar, eu vou mata-la e joga-la daqui de cima. Você escolhe. - fecho minhas mãos em punhos ao lado do meu corpo tentando controlar a minha raiva.
(Eu): O que você quer Marcus?
(Marcus): Já não sabe? Pensei que fosse mais esperto Biersack. - ele diz irônico.
(Eu): Ela não tem nada a ver com isso.
(Marcus): Ela está envolvida com você. E todos que estão envolvidos com você, vão acabar da mesma forma..
(Seu nome): Andy, ele tá com a minha mãe! - ela grita, e ele puxa a cabeça dela.
(Marcus): Cala a boca sua putinha. Ou eu te mato.
(Eu): Com a mãe dela? Não me diga que...
(Marcus): Sim, a sua mãe e a mão da sua amiga também. Na verdade, eu coloquei uma armadilha na sua casa. Se alguém abrir a porta da sua casa, o que eu tenho certeza que vai, o gatilho da arma que esta dentro da boca da tua mãe vai disparar e os miolos dela vão estar na parede do seu quarto, disparando as outras duas armadilhas.
(Jake): An...
(Eu): Desgraçado! Como você pôde?! Minha mãe que cuidou de você seu filho da puta!
(Marcus): Pode gritar, me xingar, fazer o que você quiser. Ninguém mandou você tirar tudo o que eu tinha. Ninguém mandou você me tirar a Helena!
(Eu): Aquilo foi um acidente! - grito.
(Marcus): Acidente? Interessante... A morte da sua mãe e da sua namorada também vai ser um acidente! - ele grita de volta. - Você achou o que? Que ia sair impune? Que eu ia esquecer? Que ia ficar como ficou? Claro que não! Eu quero vingança! Vou te tirar tudo da mesma forma que você tirou de mim!

Ele pega uma arma que estava escondida nas suas costas e aponta pra cabeça da (seu nome). Meu estomago cai, e eu entro em desespero. Ele tem a minha mãe sob o poder dele. Tem a mãe da Tina, e tem a mulher que eu amo. Ele com certeza vai me destruir com isso. E eu não sei o que fazer. Sinto uma vontade insana de mata-lo, mas também quero tirar a (seu nome) dos braços dele e fugir com ela pra longe. Pra longe dessa merda toda. E salvar a minha mãe também. Ele coloca a arma na cabeça dela e ela começa a chorar novamente. Estou me sentindo pior que um lixo. Me odeio por coloca-la nessa situação, e tudo so piora porque eu estou impotente.

(Marcus): Então Biersack, eu tenho um plano. E você vai me ajudar com ele.
(Eu): Que plano? - pergunto impaciente.
(Marcus): Eu vou sair com a (seu nome) agora e...
(Eu): Nem morto! - vocifero.
(Marcus): Acho melhor você me escutar Biersack... - ele ameaça.
(Eu): Tá, tá, tá, fale!
(Marcus): Melhor assim. Eu vou sair com ela pelas portas dos fundos, vou precisar de um carro pra ir embora daqui, e eu acho bom ninguém me seguir. Eu quero o teu carro Andrew, e lá eu continuo a dar as coordenadas. Se tudo sair como planejado, eu libero uma das mamães da armadilha e  não machuco a vadiazinha aqui. Acredite, se você contar a policia, ou a qualquer pessoa, eu vou saber. De lá, eu ligo pra você e mando as coordenadas do que eu quero que você faça. O nosso joguinho acaba de começar.  - vejo ela balançando a cabeça pedindo pra eu não aceitar.
(Eu): E quem me garante que você vai fazer o que vocês está dizendo?
(Marcus): Ninguém. Ai é que está a graça da brincadeira. Você tem que confiar em mim sem saber se eu estou mentindo ou falando a verdade. - ele começa a rir.

Filho da puta.

(Marcus): Então, vai querer ir do meu jeito, ou eu posso mandar começar o massacre?

Que droga! Se eu não aceitar, ele vai matar minha mãe, a mãe da (seu nome), e de bônus a mãe da Tina. E pra piorar a situação, ele está com a (seu nome), na minha frente, com uma arma apontada pra cabeça dela e eu estou aqui, impotente sem poder fazer nada a não ser confiar nesse filho da puta me agarrando a uma única chance de salvar todas elas. Passo as mãos no meu cabelo, e o puxo até sentir dor. Não quero confiar nele, mas tenho que fazer isso.

(Marcus): Dois segundos Andrew. - enfio a mão no bolso e pego a chave jogando pra ele.
(Eu): Tá ai.

Ele se agacha e pega a chave.

(Marcus): Não me siga. E aguarde a minhas coordenadas.

Ele aponta a arma pra mim, e sai da sala devagar, levando a (seu nome) consigo. Eu realmente me odeio. Odeio muito. Quando ele sai do meu campo de visão, sinto meus joelhos colidindo contra o chaõ, e eu grito. Grito de raiva, de ódio, de medo, grito porque me sinto um inútil que não consegue salvar as pessoas que ama.

"Não tenha medo amor, eu sempre vou estar aqui com você, não vou lhe deixar. E sabe por quê? Porque eu amo você." - ela sorri, segura meu rosto com as duas mãos, e me beija.

Essa lembrança invade minha mente, e pela primeira vez em anos, eu me permito chorar.

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