terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nem sei o que dizer...

Oi gente!
Me desculpa, caralho, eu tenho certeza que muita gente aqui deve ta querendo meu figado pra vender no mercado negro, mas sinto dizer que a culpa não é minha. Há um tempo eu to com um bloqueio filho da puta e nao to conseguindo escrever ABSOLUTAMENTE NADA! Pois é, agora mesmo eu to aqui a mais de quatro, quatro fuckings dias tentando escrever sobre as teses de Martinho Lutero pra um trabalho de Literatura e não sai nem um "M. Lutero era um ...", nem isso. -.- E eu to muito irritada, é meu ultimo ano no colegio, sim to fazendo o terceiro ano do ensino médio, e sabe, isso é um porre! Por que? Quem faz vai concordar comigo, a pressão psicologica pra passar no ENEM é fora do comum, isso e o fato de todo mundo querer escolher o curso que você vai fazer, ahduadha isso é uma merda. Espero de coração que nenhuma de vocês passem por isso e se passarem que sejam fortes porque queridas desviar das facas quando se ta em movimento é muito dificil.
Então, é isso.
Só vim desabafar e dar um sinal de vida.
Eu pensei em desativar o Imagine, mas conversando com algumas leitoras elas não me deixaram desistir nem desativar, então eu peço mais do que nunca a paciencia e a compreensão de vocês suas lindas, maravilhosas, melhores leitoras do mundo todo! Porque assim que der, eu atualizo o imagine com mais capitulos do Andy lindo/maravilhoso/sexy/Tsaum pra todas nós.
Um beijo,
Gaby.
Adoro vocês, moram no meu HEART <3

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Die for you 2 - cap 4

*Andy On*

(Seu nome)!?

Um silêncio absoluto toma conta do espaço enquanto a microfonia deixa todos surdos. Pisco os olhos e ela some. Caralho, to tendo alucinações!

Me abaixo e pego o microfone do chão. Sorrio sem graça para o público e começo a falar qualquer coisa pra enrolar um pouco. Os caras me olham como se eu tivesse duas cabeças e logo voltamos ao normal.

Começo o nosso repertório cantando Victory Call e todos cantam junto comigo. Berro aos quatro cantos do mundo um pedido de salvação em For You, Get Scared . Preciso me livrar dessa dúvida ou então nunca terei paz, mas a partir de hoje, eu decido que ela está morta pra mim.

Término de cantar mais duas músicas  inicio Rebel Yell e então coloco meu coração nela, como se fosse o meu adeus que se repete em um cover do Asking Alexandria, Moving On.

Respiro fundo e depois de mais quatro músicas, terminamos. Vou para o camarim, mas antes recebo algumas congratulações pela apresentação. Quando enfim chego no camarim, meu assessor me diz que alguns fãs estão querendo tirar algumas fotos comigo.

Peço um momento pra poder acalmar minha respiração e meus pensamentos, pra tentar parecer um Andy legal. Bebo um pouco de enérgico, lavo o rosto e libero a passagem dos fãs. Váriaa garotas entram desesperadas e dizem o quanto o show foi maravilhoso. Tiramos algumas fotos e eu brinco um pouco com elas, nesse momento a Alexis entra e elas pedem pra tirar foto com ela.

Depois de tantas fotos e autógrafos, elas vão embora e noa preparamos pra sair.

— O que aconteceu no início do show? – Alexis pergunta quando ficamos a sós.
— O microfone escorregou da minha mão.
— Hum. – ela diz e não digo mais nada.

Os meninos entram fazendo bagunça, comemoramos um pouco e logo estamos nos arrumando para voltar para o hotel, porque o Ash inventou de fazer uma festa lá. Antes de irmos, uma vontade louca de fumar vem e eu saio pelos fundos da casa de show pra ter um pouco de privacidade.

A noite está fria, então eu fecho minha jaqueta de couro e me encosto na parede. Apoio meu pe na mesma pegando em seguida um cigarro da caixinha, acendo e dou a primeira tragada. Olho para o céu e foco meus olhos em nada especial, apenas deixando minha mente em branco e a nicotina do cigarro tomar conta do meu sistema.

— Cala a boca, Ana! É claro que tem. Sempre tem! Você não assiste filmes não?

Merda! Não se pode ficar sozinho mais não?

Começo a andar em direção a porta quando as vozes se aproximam e uma pessoa começa a falar.

— Verdade. Tem mesmo! Um assaltante!  Que vai nos roubar, nos estuprar e nos matar! Tudo porque você que ver um...

Essa voz...

Minhas pernas travam no lugar.

— Para de ser pessimista, Ana! Eu tenho certeza que a gente consegue ver pelo menos um deles...

Me viro e a garota para de tagarelar.

*Andy Off*

*Você On*

Caralho, que nojo!

Penso enquanto a Bruna me arrasta por um beco sem saída. Tenho certeza que a gente vai morrer hoje. Absoluta. Quem em sã consciência faz isso? Quem em sã consciência anda, sozinha, de madrugada por um beco escuro, fedido e sujo?
Quem?
Bruna.
Lógico.
E ainda me arrasta!

Pelo amor de deus, alguem da juízo pra essa garota?

Respiro fundo pela milionésima vez essa noite e começo a reclamar novamente na tentativa de fazer ela desistir dessa ideia louca de entrar pelas portas dos fundos pra Tentar ver algum integrante da banda.

Estou dizendo todos os nomes da minha cartilha de xingamentos enquanto tento tirar uma sacola que se prendeu no meu sapato quando a Bruna para a explicação dela e eu sinto olhos em mim.

Puta merda! Vou morrer agora?!

Um arrepio percorre meu corpo e alertas piscam por todo o meu corpo. Tento pensar positivo e enfim olho pra Bruna que está parada como uma estátua no meio do caminho, com a boca aberta sem dizer o resto da frase. Tenho medo de tocar nela e então a criatura gritar enlouquecida, e o assaltante matar a gente, por isso resolvo olhar pro cara antes de qualquer coisa pra pensar num plano de fuga bem feito.

Mãe de deus!

Meu coração se acelera e sinto vontade de vomitar. Uma dor de cabeca filha da puta começa a bombardear meu cérebro e o homem continua a me encarar. Os olhos...

Abro a boca pra falar algo, mas nada sai. Meus sonhos começam a irromper em minha mente e as comparações se iniciam. Por que esse cara tem os olhos iguais aos que aparecem nos meus sonhos?

Antes que eu faça qualquer coisa, o estranho fecha a cara e volta a andar em direção a porta. Continuo parada e tenho uma sensação de abandono quando seus olhos se desviam dos meus.

Balanço a cabeça. Que porra aconteceu aqui? e lembro o que estou fazendo aqui.

— Hey! Espera. – consigo dizer antes que ele vá embora e a Bruna comece com o drama dela – Você é da Black Veil Brides? Se for, pode por favor tirar uma foto com a minha irmã? Ela...

— Vamos embora, Ana... – Bruna diz num sussurro.
— Mas... – começo.
— Vamos logo! – ela diz irritada e começa a anda na direção oposta ao homem.

Contínuo parada sem entender o que está acontecendo. Ela não queria conhecer o pessoal do BVB? Quando dou um passo pra segui-la uma mão gélida segura meu braço me dando um susto.

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Oooi.
Me desculpa por ter sumido tanto assim. Eu sei que o capítulo ta pequeno. Mas é pq eu vou postar outro ainda hoje. Meu presente de natal pra vcs <3

Beeeijos,
Comentem.

sábado, 17 de outubro de 2015

Die For You 2 - Bônus

Dizem que as pessoas já nascem predestinadas a ser o que são ou acabam moldando a sua personalidade através de coisas que aconteceram no passado. Não sei se me encaixo em somente uma, talvez eu seja as duas. Talvez eu tenha sido destinado a ser o que sofria o bullying, o que apanhava dos colegas, o que era... estuprado.

Tudo começou quando eu tinha 12 anos e fui parar num maldito internato. Os meios em que cheguei a esse inferno não foram os melhores, e doí até hoje lembrar. Minha irmã foi separada de mim e mandada para a adoção. Eu não podia ir junto com ela, ninguém iria me adotar de qualquer forma. Espero que ela esteja em uma família boa para ela.

De inicio, eu pensei que estaria seguro.

Sabe quando você vê aqueles muros enormes que dão a impressão de que tudo vai ficar pra trás, que você vai ficar bem, que nada nem ninguém vai te fazer mal? Eu pensei que seria assim, mas não foi.

Eu morava no apartamento 720-S. Meu companheiro de quarto era um dos muitos delinquentes que moravam naquele lugar, Trishian Brahammed. Ele tinha umas manias esquisitas que me davam medo. As maninas variavam de tics nervosos à gritarias e as vezes até suicídio de forma imprevisível. Trishian também sofria abusos. Acho que por isso ele tinha esses ataques. Meu amigo estava lá a mais tempo que eu.

Eu tenho medo de escuro. Sempre tive. E as coisas começaram a piorar quando ele chegou. Era um dia tranquilo de terça-feira. Era mais um dia monótono, onde tínhamos que seguir as mesmas rotinas ridículas que seguíamos todos os dias, nos mesmo horários, nos mesmos malditos momentos, só que nesse dia, houve uma quebra na rotina. Depois do almoço, a senhora Krif pediu a todos que fossemos para o auditório. Eu nunca gostei de lá. Eles sempre arranjavam palestras idiotas, que achavam que iria mudar a nossa forma de pensar, mas todos sabemos que não iria. Ninguém prestava atenção.

Quando terminamos de comer, nossos nomes foram chamados e nos arrumaram em uma fila indiana em ordem alfabética. Depois de nos revistarem, seguimos em direção ao auditório e nos acomodamos nas enormes filas de cadeiras. Ao todo, acho que eramos mais de mil pessoas, isso sem incluir os funcionários que iam desde o pessoal da limpeza, psicólogos, psiquiatras, professores, todos sem saber porque infernos estávamos ali. Eu não queria estar ali. Eu queria está no meu quarto terminando de ler o livro que eu consegui na biblioteca depois de dias na lista de espera.

-- Será que eles vão dizer o novo substituto? - Mickelangelo disse ao meu lado.

Substituto? 

-- Não sei. Espero que seja uma loira peituda e gostosa. As mulheres daqui são muito feias. -- respondeu alguém atras da gente. Reconheci Scott na escuridão. Sua cabeça raspada assim como a de todos os outros garotos.

-- Verdade. Você já viu as pernas da Ariana? A nova psicologa? - Mickelangelo fechou os olhos e gemeu -- Ela parecia um macaco. Me dava vontade de vomitar.

-- Imagino como deve ser a...

-- Boa tarde, senhoras e senhores! -- a voz da senhora Krif abafou o comentário do menino. -- Espero que estejam todos bem, hu?

Uma das coisas que eu odiava na diretora, era a forma como gritava nos microfones. Fazia tudo zumbir e meus ouvidos doíam quando tinha microfonia e ela gritava ainda mais. Educação deveria ser um dos primeiros critérios aqui.

-- Tenho um comunicado para fazer a todos, e espero que sejam compreensíveis. -- o ambiente instantaneamente começou a ficar um pouco barulhento pelos sussurros dos adolescentes presentes no local. Os adultos continuavam com suas caras de paisagem como se não se importasse com o que ela iria dizer -- Por favor, façam silêncio!

Todos se calaram.

-- Neste final de semana, tivemos a perda de uma das nossas melhores funcionárias, a senhora Mindles. Ela sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Estamos em luto por ela. A noticia não foi divulgada até este momento, pois estávamos a procura de um substituto a altura da supervisora de vocês, para que pudêssemos fazer as devidas alterações. -- ela aguardou uns dois segundos, observando a todos nós, e em seguida olhou para o outro lado do palco e chamou alguém -- Senhor Robert Machine, por favor, venha aqui para que todos o conheçam.

Prendi a respiração.

Eu não gostava de mudanças. Não gostava de surpresas. Não gostava de novas pessoas. E eu estava com um péssimo pressentimento. O senhor Machine entrou no palco a passos curtos e lentos, como se não estivesse nervoso por se apresentar a um bando de lunáticos, delinquentes e assassinos. Ele usava uma calça social verde, sapatos pretos sociais e uma blusa meio amarelada de manga, sua gravata esta um pouco torta e seu paleto estava dobrado em seu braço esquerdo. O cabelo oleoso do homem estava penteado para o lado e seu rosto gordo de olhos pequenos estavam vagando por todos os que estavam presentes no auditório.

Um calafrio se alastrou pelo meu corpo. Eu estava com medo. Eu não gostava dele.

Me encolhi na minha poltrona e rezei para que ele não me visse. Infelizmente, minhas preces não foram atendidas, e ele me viu. Seus olhos escuros como carvão se cravaram nos meus e eu quis sair correndo. Meu corpo todo imitia um alerta para que eu saísse, mas eu não consegui. E quando todos se levantaram para bater palmas e eu continuei ali, parado como um menino assustado, ele sorriu de lado e eu quis vomitar.

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De todos os lugares daquele maldito internato, de todos os buracos do mundo, alguém que provavelmente não gostava de mim, fez com que o senhor Machine fosse supervisor do meu andar. Eu odiei aquilo e queria que mudasse, mas nada do que eu dissesse iram fazer eles mudarem de ideia, e meu amigo, Trishian, concordava comigo. Nós evitávamos ao máximo o senhor Machine. Eu não confiava nele, não gostava dele, e não existia nada no mundo que me fizesse passar mais de dois minutos com ele.

18:30

Suspirei.

Estava na hora de voltarmos para os nossos dormitórios nos prepararmos para dormir. Eu realmente odiava esse momento do dia. Eu não conseguia dormir sabendo que o maldito estava do outro lado da minha porta, vagando pelo corredor, e que de cinco em cinco minutos ele parava na minha porta e voltava a caminhar.

Recolhi minhas coisas, e olhei para Trishian que estavam se atrapalhando para colocar seus materiais na mochila. Ele estava tremendo, mais do que o normal, e aquilo não era bom sinal. Ajudei-o a colocar os matérias na mochila e ele me olhou agradecido. Esperamos nossos nomes serem chamados e fomos pra o corredor seguir os outros garotos que estavam no mesmo bloco que o nosso.

Alguns minutos depois fomos deixados na porta de nosso quarto. Após meu amigo entrar, encostei a porta e me joguei na cama. Eu odiava estar aqui, mas ainda faltavam alguns anos para eu ir embora desse inferno. Fui para o banheiro, tirei minha roupa e me preparei para o banho, porém um barulho me fez parar na entrada. Voltei para o quarto correndo e Trishian estava caído no chão. Seu corpo se debatia contra o piso gelado e uma espuma saia de sua boca. Meu corpo começou a tremer e um grito saiu da minha boca antes que eu corresse até meu amigo e tentasse socorre-lo.

Lagrimas escorriam do meu rosto, e eu não estava preparado para perder mais alguém.

-- EU NÃO QUERO PERDER MAIS NINGUÉM! - gritei desesperado. -- TRISHIAN! PARA! POR FAVOR! SOCORRO!

Não percebi quando entraram em meu quarto. O senhor Machine entrou no quarto e gritou algo no corredor e logo em seguida disse algo em seu walktalk e várias pessoas apareceram e levaram meu amigo. Não queria deixar que levassem ele. Eu queria ir com ele. Ele não gostava de ficar sozinho, mas não em deixaram ir com ele. Em vez disso, me deram um sedativo e eu apaguei.

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Acordei em um lugar totalmente desconhecido. Não era meu quarto, e muito menos a enfermaria. Comecei a me levantar e não consegui. Algo me prendia. Olhei para minhas mãos e percebi que cordas as prendiam. Puxei meu pulsos e eles apenas ficavam mais doloridos sem que se soltassem ou ficasse folgados. Tentei puxar meus pés, mas eles também estavam presos. Arregalei meus olhos e meu coração começou a bater mais rápido. Não consegui respirar direito e o panico tomou conta do meu corpo. Abri a boca para gritar, mas uma mão a tampou.

Meu corpo paralisou.

Minha respiração ficou presa em minha garganta, meus pulmões não funcionavam e lagrimas desceram dos meus olhos.

"De novo não.... Por favor..." , rezei em silencio.

-- Como você fica bonitinho acuado. -- uma voz grossa e rouca disse, e eu a reconheci na hora -- Seus lábios são tão macios... Tenho inveja das minhas mãos. Por favor, nao grite. Não quero ter que mandar matarem seu amigo.

Meu coração parou.

-- Estamos de acordo, garotinho? -- continuei parado sem emitir nenhum som -- Responda.

Acenei com a cabeça.

-- Eu apenas quero alguns favores seus. E eles serão prazerosos para nós dois. -- sua outra mão foi acariciando meu abdomem. Meu corpo estava nu, e comecei a tremer de medo. Ele estava descendo cada vez mais. -- Viu que eu falei? Não precisa ter medo, meu garoto, o tio Robert vai cuidar de você muito bem.

Socorro...



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Oooi meninas. o/

Desculpa ter sumido. Eu sei, não tem desculpa, mas eu realmente tava enrolada sobre como eu iria escrever esse capitulo. Eu pensei bastante, porque tipo, eu ia fazer ele realmente muito pesado, mas resolvi dividir ele pra que vocês fiquem curiosas sobre quem é esse garoto misteriosos u.u 

Espero que tenham gostado. 

Vou tentar postar o capitulo 4  essa semana, ou até mesmo amanhã, não vou prometer hoje, mas vou tentar postar ainda essa semana. EU to muito enrolada com a minha rotina e isso ta atransando pra caralho as postagens de capitulos. Me desculpem. 

Ah, quem quiser participar do grupo no whatsapp, ainda ta valendo! 

Comentem. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Podem desejar meu celular quebrado -sqn

Então amores, boa noite! 0/

Me desculpem por não ser um capítulo. Porra ia ser, mas eu burra esqueci de salvar e meu celular apagou tudo e eu não consigo mais escrever. Eu sei, é revoltante.

Mas vou aproveitar e perguntar se vocês se importam com cenas de violência e sexo? Pq tipo assim, a última cena de violência e sexo que eu fiz não foi nem um terço da que eu vou fazer, então tipo, se vocês quiserem algum tipo de sensura me avisem pra que eu não pegue pesado de mais. 
P.s.: O mesmo vale pra chingamentos.

Posto até o sábado.

Quem quiser participar do grupo ainda tá de pé, okay? Estamos aceitando pessoas :) esperamos vcs o/
Hsushsus

Fiquem com o Andy :3

BVBEIJOOS,
Gaby.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Die For You 2 - cap 3

*Andrew* 

As cortinas se abrem e a mágica começa. O som dos tambores pulsam nas minhas veias, a guitarra faz os pêlos do meu corpo ficarem de pé para dançar, o baixo orquestra as batidas do meu coração, e as vozes de milhares de fãs fazem o ritual da minha alma.

— Cantem comigo, Army!

"Rise up and celebrate your life.
(Levante-se e comemore sua vida) 
We're not alone in our Ritual. 
(Nós não estamos sozinhos no nosso ritual)
Sing for what you feel inside. 
(Cante para o que você sente por dentro)
Becoming one with our Ritual.
(Tornar-se um com o nosso ritual)

Talvez seja isso que todos nós precisamos. Cantar para o que temos dentro de nós. Comemorar a nossa vida, pois não estamos sozinhos. Me agarro a essas palavras e com essa música encerro o show na Califórnia. Agradeço aos fãs por terem vindo e me retiro do palco.

Como de praxe, a Alexis está me esperando com um sorriso apaixonado na cara, uma garrafa de água e uma toalha. Pego a garrafa de sua mão e a toalha. Os meninos passam por mim indo em direção ao camarim para pegarmos nossas coisas. Enxugo o suor do meu corpo e dou um selinho na Alexis que retribui feliz. Depois daquele dia que ficamos no banheiro, resolvemos que vamos deixar as coisas rolarem. Não vamos rotular nada. Apenas nos pegar vez ou outra. Em resumo, ela aceitou ser meu step. A segunda opção.

Tá, eu sei que vocês devem está pensando: "Que filho da puta tá se aproveitando da menina apaixonada!". Bem, é isso mesmo! Somos adultos, sabemos (ou não) o que estamos fazendo. Ela sabe das consequência e o que ela vai receber em troca. Ponto.

Jogo a garrafa no lixo e vou para o camarim com ela pendurada em mim. Aos poucos minha amizade com os caras está voltando. Eu não sei bem se vai continuar a mesma coisa, mas temos que pelo menos ter um bom relacionamento em nome da banda, por causa dos nossos fãs que não tem nada a ver com os nossos problemas. Entro na sala e vejo todos se "relaxando". O Ash está comendo uma loira siliconada qualquer no banheiro - dá pra ouvir os gemidos de puta dela daqui - , o CC está bebendo um pouco e recebendo uma chupada, Jinxx está no telefone com alguém, e Jake digita furiosamente no celular e pela expressão dele não deve ser coisa boa.

Procuro o canto mais distante e me sento. Alexis tenta puxar papo, mas eu to nervoso. Eu não sei porque, mas cada vez que embarcamos e ficamos cada dia mais perto do Canadá, eu fico mais nervoso e ansioso. Eu não entendo o motivo. Não é como se tivesse algo lá que me interessa. Pego o maço de cigarro no bolso da mochila, escolho um e acendo.

Dentro de alguns minutos iremos dar uma entrevista, na verdade, os caras. Eu vou apenas ver. Não quero dar entrevistas hoje. Em alguns minutos o Ash sai do banheiro com a loira e um cara aparece para a entrevista. Respiro fundo e me levanto indo na direção dele. Inferno.

— Podemos começar? - o carinha pergunta.
— Podemos. - o CC responde e eu apenas me fico do outro lado da câmera assistindo eles falarem sobre o próximo show.
— Andy, será que você poderia revelar pra gente...
— Nada a declarar. - corto o carinha irritado.
— Você a Alexis vão se casar quando? Todos do BVBArmy ainda acha que a (seu nome)...

Não sei como, mas meu punho se choca contra o rosto desse debi-mental. Minha respiração está acelerada e eu sei que todos estão me olhando sem entender nada.

— Nunca mais abra a boca pra falar o nome dela.

[~]]

Estamos no avião indo para Hollywood, faremos um show lá e depois iremos para o Canadá. Os ingressos já foram colocados a venda, e todos estamos anciosos. Mentira, somente eu estou ancioso pra fazer um show lá. Não sei o motivo, mas estou. Olho para o lado vendo a aeromoça passar com o carrinho de comida e peço uma lata de refrigerante. Os caras estão dormindo, a Alexis está dormindo, menos eu. Meu estomago parece que vai dar um nó de tanta agonia. To me sentindo paranoico. Pego meus fones de ouvido e seleciono a playlist aleatória e a primeira musica que toca é Gunslinger  do Avenged Sevenfold.

Yeah, você esteve só
Eu tenho estado longe por muito tempo
Mas com tudo que nós enfrentamos
Depois de todo esse tempo estou voltando para casa para você

Nunca deixei mostrar
A dor que tenho sofrido para crescer
Porque com todas estas coisas que fazemos
não importa quando, estou voltando para casa pra você

Eu alcanço por trás dos céus, eu disse meu adeus
Meu coração esta sempre com você agora
Não questiono porque tantos morreram
Minhas orações superaram isso Yeah
Porque com todas estas coisas que fazemos
não importa quando, estou voltando para casa pra você

Cartas me mantêm aquecido
Me ajudaram a atravessar a tempestade
Mas com tudo que nós enfrentamos
Depois de todo esse tempo estou voltando para casa para você

Eu alcanço por trás dos céus, eu disse meu adeus
Meu coração esta sempre com você agora
Não questiono porque tantos morreram
Minhas orações superaram isso Yeah
Porque com todas estas coisas que fazemos
não importa quando, estou voltando para casa pra você

Eu sempre fui verdadeiro
Eu esperei tanto para apenas vir lhe abraçar
Estou fazendo isso
Tem sido por tanto tempo, nós temos provado o nosso
Amor além do tempo é tão forte, em tudo que nós fazemos
As estrelas na noite, me emprestam sua luz
Para me trazer para perto do paraíso com você

(Me trazer perto)

Mas com tudo que nós enfrentamos
Depois de todo esse tempo estou voltando para casa para você

Eu alcanço por trás dos céus, eu disse meu adeus
Meu coração esta sempre com você agora
Não questiono porque tantos morreram
Minhas orações superaram isso Yeah
Porque com todas estas coisas que fazemos
não importa quando, estou voltando para casa pra você

Mas com tudo que nos temos passado
Depois de todo esse tempo estou voltando para casa para você




*Você ON* 

Hoje em especial a Bruna está en-lou-que-ci-da. 

Adivinha o motivo? 

A banda preferida dela vem tocar aqui. A tal da Black Veil Brides. Lembro de ter visto uma entrevista do vocalista da banda, que eu não lembro o nome falando sobre uma menina desaparecida. Não prestei atenção na hora, eu estava sob efeito de sedativos, mas a voz dele é parecida com a do cara que aparece nos meus sonhos... A voz que faz meu coração disparar. 

Não sei porque, mas estou euforica. Depois de muita insistência - drama- da Bruna em ir a esse show, eu resolvi ir com ela, porque a Bruna é menor de idade e não pode ir só, e agora estou em uma fila QUILOMETRICA pra comprar esse bendito ingresso. 

— Ai! Vai ser perfeito! - ela diz sonhadora - Eu vou ver o Jinxx! 
— O qeu é isso? É de comer? 
— Haha, engraçadinha. - ela diz ironica - Jinxx é o cara mais foda do BVB depois do Andy. 
— Hum, pensei que fosse aquele outro.
— Quem? Ashley? - aceno - Ele também é outro gostoso. Eu shippo ele com o Andy... Andley. 
— Você o quê?  - pergunto confusa.
— Shippar, shipper... nunca ouviu? 
— Nem sei o que é isso. 
— Em que mundo você vive?! - dramáticaa... - Como você é minha irmã? 
— Eu me pergunto isso todo dia. - respondo brincando. 
— É meio que... Como vou te explicar... - ela passa maõ nos cabelos e olha ao redor - Já sei. 
— Hum, fale. 
— Tipo, quando você gosta muito de algo e... 
— Tipo batata frita e katchup. - adoro misturar esses dois.
— Mais ou menos, porque é em relação a pessoas não comida. Para de ser gorda. 
— Oh quem fala. 
— Sou sua irmã, aprendi contigo. Xiu. 
— Tá, continue. 
— Então, quando você gosta muito de duas pessoas juntas e ai você quer que elas fiquem juntas. Isso é shippar. Ai pra ficar oficial, você faz um shipper com o nome delas, ou seja, você junta o nome delas pra formar um só. Tipo, Andy + Ashley, que forma Andley. 
— Ah... Entendi. 

Continuamos conversando sobre quem fica com quem, e eu me sinto um adolescente. Bem, eu tenho 22 anos, perdi um ano da minha vida. Tenho o direito de ser idiota vez ou outra certo? Compramos o ingresso e fomos comprar alguma roupa pra vestir no show que vai ser depois de amanhã. A Bruna escolheu uma blusa preta do Black Veil Brides com a capa de algum album deles, eu peguei uma camisa do Kiss (sei que é modinha, mas eu gosto. FODA-SE) e fui comprei um all star preto de couro cano médio pra Bru, e pra mim, um vans. Decidi que vou de short. Quanto menos atenção chamar melhor. 

[~]]

O dia passou rápido. O Adrian não dormiu em casa hoje. Acho que viajou a trabalho, e eu fiquei corrigindo as provas das crianças. Não sei quanto tempo passou, só sei que no meio da noite uma criatura invadiu meu quarto toda coberta, com o lençol se arrastando no chão com a maior cara de choro. Tirei meus oculos e observei a Bruna caminhar até a cama.  Retirei os papeis de cima e ela se aconchegou no meu colo. 

— O que foi anjo? - pergunto. 
— Pesadelo. 
— E o que você sonhou? 
— Não quero falar... 
— Conte, porque se você guardar pra você, ele não se realiza. 
— Droga Anna, eu to parecendo uma pirralha, não fala assim comigo. - ela diz chorosa. 
— Mas você é. A minha pirralha.
— Não ta ajudando. 

Ela começa a chorar e eu tento manter a calma.

— Tá, me conta o pesadelo então. 

O corpo da minha irmã se paralisa e eu espero ela se acalmar.

— Eu... - ela se cala e suspira - Eu sonhei que você ficava... com muita raiva de mim e ia embora. 
— Por que eu ficaria com raiva de você? 
— Me deixa Anna, não pergunta. 
— Foi só um sonho. Eu nunca ficaria com raiva de você, maninha. 
— Sério? 
— Sim. 
— Quero muito acreditar nisso. 
— Então acredite. 
— Promete? 
— Prometo de midinho. 
— Ok. Posso dormir com você? 
— Claro. 

[~]]

— ACORDA MANINHA! ACORDA!!!! - meu lençol é retirado de cima de mim fazendo meu corpo tremer por causa do frio infernal que está fazendo hoje. 

Senhor, dai-me coragem, porque se me der força eu rumo essa menina pela janela. 

— Oh inferno! - digo mal humorada. - Ainda são seis da manha o que você quer? Hoje é sabado. Dia de acorda meio dia! 
— A gente precisa se arrumar! 
— Arrumar o quê criança? Volte a dormir por favor? 
— Não! Temos que nos arrumar pra ir no show. 
— O show é nove horas da noite Bruna, não surta. 
— Mas... 
— Volte a dormir. 

Bruna fica em silencio, então acho que dormiu. Quando estou quase dormindo novamente, uma mão começa a cutucar minha bochecha.

— To com fome. 
—Vá comer. 
— Quero que você faça algo pra mim comer. 
—Vai ficar querendo. Não sou tua empregada e muito menos tuas negas. 
— Maguou. Se não for você vai se arrepender. 
— Morre. 

O quarto de repente fica num silencio mortal e eu dou graças a deus que ela saiu, bem, eu acho que ela saiu. Mas como todos devem saber, a Bruna não saiu e ainda arranjou de começar a rumar travesseiros em mim como se ela não estivesse atrapalhando meu sono de beleza. Levanto da cama revoltada e pego meu travesseiro pra bater nela também. Depois de desperta, vou tomar um banho e me preparar pra a beleza de noite que vou ter. Fazemos faxina em casa e tudo fica nos conformes, almoçamos lasanha, porque sim e as quatro horas começamos a nos arrumar porque a Bruna é paranoica e quis começar esse horário. 

Arrumei primeiro a Bruna que vestiu uma calça preta com a camisa da banda, prendi os cabelos dela numa trança de lado colocando um lacinho bem gay na ponta - só de pirraça. Fiz uma maquiagem leve nela, ressaltando nos lábios e fui tomar banho enquanto ela calçava os sapatos. Vesti meu short desfiado, coloquei a camisa do Kiss e deixei o cabelo solto pra secar naturalmente. A tinta já estava saindo e eu desejei poder pintá-lo, mas nem sempre o que a gente quer a gente pode. Minha maquiagem foi marcada nos olhos, bem pretos e calcei meus vans. Passamos perfume e as seis horas estavamos linda e divas esperando o taxi chegar.

Meu estomago dá cambalhotas e um nervoso me atinge mais forte do que os outros dias. É agora ou nunca.  



*Andy On* 

As nove horas recebemos a noticia de que as portas do local do show já haviam sido fechadas, e em trinta minutos iriamos começar. A banda de abertura Issues, estava tocando Disappear e novamente eu acho que as musicas estão de brincadeira com a minha cara. Nos reunimos e damos o nosso grito de guerra. .A banda de abertura se despede e então todas as luzes se apagam pra que possamos entrar no palco. A contagem regressiva do publico ajuda a aumentar o meu nervosismo que está nas alturas, piorou muito desde que pisei os pés aqui. Dão o sinal para que a gente entre no palco, e primeiro vai o CC, depois o Jinxx, Jake, Ash... Minha vez. 

Fecho os olhos e entro. Ando até o meio, seguro o microfone e digo. 

— Boa noite Canadá! 

As luzes se acendem e o publico vai ao delirio, porém, meus olhos só veem uma cabeleleira vermelha aquele mar de gente. Meu olhos se arregalam e ela também está olhando pra mim. Aqueles olhos... Os olhos... 

O microfone escorrega da minha mão e meu coração quase sai pela minha boca. 

Puta merda!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Quem topa?

Hooooyyy!!!!!!

Bom, eu vou postar outro respondendo os comentários, mas antes, eu quero saber o que vocês acham de fazer um grupo no Whatsapp???

Tipo, pra gente se conhecer, conversar, falar sobre o Andy e enlouquecer junto, conversar sobre comida, trocar musicas, essas coisas. E aaaaaas veeeezeeees, eu liberar spoiler de capitulos pra vcs!
Quem topa?

\o/

Bom, quem quiser participar, deixa o Whatsapp nos comentário que eu add e então vocês podem apagar o comentário pra ninguém pegar. ooou me chama no chat do Gmail o/ Me segue no G+ e diz, pra proteger a privacidade de vocês. Enfim, vcs que sabem. :3

Só avisar. Aproveitem e deixem sugestões para o nome do grupo, adhuasdhasu, pq eu sou ridicula pra nomes '-'

É isso ai,
Xoxo,
Gaby :*

sábado, 8 de agosto de 2015

Die for You 2 - cap 2

Hoooy!!!! 

Eu voltei! Ainda não estou 100%, mas to quase lá. Estou feliz por ter voltado, e espero que vocês também. Agradeço a todas que desejaram a minha melhora e desejo tudo em dobro pra você com um beijo do Andy de presente! ;)

Vim dizer que eu não tenho data prevista pra postar o próximo capitulo porque eu ando uma pilha de nervos por causa do colégio e do trabalho. Estou morrendo de saudade de vocês, e AMOOO os comentários. Ilumina meu dia. Sério mesmo. Principalmente quando eu to muito irritada. 

Obg pela paciência. 

Espero que gostem desse capitulo que tem o inicio da participação da menina sorteada para participar do "Die For You". Bruna Alcantra, espero que goste. Que eu tenha chegado perto de como você é na vida real. asdhuashdu 

BVBeijos, 

Amo vcs <3

P.s: Música do capitulo - Let Her Go - Passenger.

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*Andy*

Me encosto na porta assim que a fecho e suspiro. Porra, eu odeio fazer isso, mas não tenho escolha. Sei que parece que estou usando ela, mas foi assim que ela quis. Pego o cigarro no bolso da calça e coloco na boca acendendo-o em seguida.

"Isso está te matando Andrew. Tire essa porcaria da boca. Quer me deixar?"

A voz da (seu nome) invade minha mente enquanto dou uma tragada. Quem é você pra dizer algo?, resmungo sozinho enquanto deixo a fumaça sair por entre meus lábios se misturando com o ar quente to corredor vazio. Os meninos ainda não devem ter voltado e isso é bom, não quero interrogatórios sobre eu sair agora de casa.

Ando até o inicio do corredor me aproximando da sala de estar silenciosa e escondida pela escuridão, mas sei que tem um daqueles sofás em forma de L, uma televisão de ultima geração presa a parede branca, esse tipo de coisa. Atravesso a sala quase me esbarrando na mesinha de centro e chego a cozinha, acendo a luz ficando cego momentaneamente até que me acostumo com a luz. Ignoro a cozinha sofisticada a minha frente andando em direção à geladeira. Aqui deve ter alguma bebida. Abro a porta e observo minhas opções. Whisky, Vodka... Conhaque. Queridinha, venha que hoje eu vou usar você!

Pego a garrafa de liquido âmbar indo em direção ao sofá. Ligo o som e o som de violão se faz presente. Reconheço a música imediatamente e me deixo afundar na melodia.

"Well, you only need the light when it’s burning low
(Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo)
Only miss the sun when it’s starts to snow
(Só sente falta do sol quando começa a nevar)
Only know you love her when you let her go
(Só sabe que a ama quando a deixa ir)
Only know you’ve been high when you’re feeling low
(Só sabe que estava bem quando se sente mal)
Only hate the road when you’re missin’ home
(Só odeia a estrada quando sente saudade de casa)
Only know you love her when you’ve let her go
(Só sabe que a ama quando a deixa ir)
And you let her go
(E você a deixou ir)"

Eu realmente a deixei ir, e talvez esse seja o meu maldito pecado. Corro em socorro da morte, mas não posso simplesmente me deixar levar por um desejo maldito de puro egoismo, se eu ainda sinto que vou encontrá-la. Suspiro enquanto bebo no gargalo da garrafa mesmo e vou andando em direção a porta. Abro-a e olho para o enorme corredor a minha frente. 

Que cacete! Ta tudo girando!

"Staring at the bottom of your glass
(Olhando para o fundo do seu copo)
Hoping one day you'll make a dream last
Esperando que um dia você faça um sonho durar)
'Cuz dreams come slow and they go so fast
(Porque sonhos chegam devagar e se vão muito rápido)"

Seguro na parede ao meu lado e volto para o apartamento. Não vou sair. Eu vou aproveitar o que tenho em casa. Bebo mais um gole e tranco a porta. Olho para o corredor que leva exatamente para o quarto que Alexis está. Ela me quer, de qualquer jeito, mas quer. Até mesmo fingindo ser a... Balanço a cabeça me negando a lembrar dela. Se ela quisesse ser encontrada, se me amasse, já teria voltado  pra mim. Fim de papo. 

"You see her when you close your eyes
(Você a vê quando fecha seus olhos)
Maybe one day you'll understand why
(Talvez um dia você entenda o porquê)
Everything you touch surely, it dies
(De que tudo o que você toca certamente, morre)"

Abro a porta do quarto procurando por ela e não a encontro. Um barulho de água caindo me chama atenção quando dou os primeiros cinco passos para dentro do quarto e logo sei que está no banheiro. Caminho decidido em direção ao banheiro e testo a fechadura. Está aberto. 

Alexis está de costas para mim. A visão de seu corpo nu está embaçado pela cortina de vapor quente ao redor dela. Sua cabeça está encostada contra a parede e a água cai em seu corpo como se estivesse tentando aliviar sua dor, ou salvá-la...

Salvá-la...

Fecho meus olhos e a visão da (seu nome) chorando com medo e desprotegida vem a minha mente. Cerro os dentes e faço a visão voltar para o lugar de onde veio. Começo a me despir e caminho lentamente em direção box. Apoio minha mão no vidro e começo abrir espaço para que eu passe. Finalmente ela parece se dar conta que eu estou aqui e se vira para mim. Os olhos vermelhos, os lábios e olhos abertos em surpresa. Alexis está nervosa e antes que ela diga algo. Ataco seus lábios.

 — Andy, não...

"Staring at the ceiling in the dark
(Olhando para o teto no escuro)
Same ol’ empty feeling in your heart
(O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração)
'Cuz love comes slow and it goes so fast
(Porque o amor vem devagar e se vai muito rápido)
Well, you see her when you fall asleep
(Bem, você a vê quando adormece)
But to never to touch and never to keep
(Mas para nunca tocar e nunca manter)
'Cuz you loved her to much
(Porque você a amava muito)
And you dive too deep
(E você mergulhou fundo demais)"

Alexis tenta me afastar mas sou mais forte que ela e encosto o corpo dela contra a parede fria. Ela arrepia instintivamente e me puxa pra mais perto. Sorrio e mordo seu lábio. Alexis fecha os olhos geme baixinho enquanto volto a beijá-la.

 —Aproveite... Apenas hoje.

Minhas mãos percorrem seu corpo molhado e a água desce em nossos corpos tornando as sensações cada vez melhores. Apalpo seu seio esquerdo e com a mão direito sua bunda e vou subindo até chegar em seus cabelos. 

"Well, you only need the light when it’s burning low
(Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo)
Only miss the sun when it’s starts to snow
(Só sente falta do sol quando começa a nevar)
Only know you love her when you let her go
(Só sabe que a ama quando a deixa ir)
Only know you’ve been high when you’re feeling low
(Só sabe que estava bem quando se sente mal)
Only hate the road when you’re missin’ home
(Só odeia a estrada quando sente saudade de casa)
Only know you love her when you’ve let her go
(Só sabe que a ama quando a deixa ir)
And you let her go
(E você a deixou ir)"

Meu amiguinho acorda e começo a provocá-la. Sei que está encharcada e essa é a melhor parte. Solto seu seio e começo a acariciar seu clitoris e sua entrada. Outra coisa que sei. Sou um canalha. Isso é fato. Estou me aproveitando dela, mas no final, todos saimos ganhando. Não olhem assim pra mim. Ela está tendo de mim da forma que quer, e eu estou tendo dela da forma que quero. 


*Você *

 No momento em que Adrian se retirou da cozinha, eu suspirei aliviada. Sei que é errado tentar negar que seu próprio noivo te toque, mas convenhamos, eu nem mesmo sei se ele é realmente meu noivo. Eu estou aqui, no Canadá, sem saber como realmente vim parar aqui. Não consigo me lembrar de nada e sinceramente? Não sinto como se aqui fosse minha casa. A única que me dá a sensação de conforto é minha irmã, a Bruna.

Eu não sei realmente se ela é minha irmã.

De acordo com o Adrian, somos órfãs de pai e mãe. Eles morreram num acidente em uma fabrica de fogos de artificio quando tínhamos 4 anos de idade e desde então moramos com os tios do Adrian que são ricos. Respiro fundos e tento digerir isso. Simplesmente, não parece real.

O barulho de passos desperta minha atenção e um emaranho de cabelos escuros então na cozinha, saltitando. É a Bruna. Ela tem 16 anos, está terminando o ensino médio e é um pessoa extraordinária. Amo essa garota desde o dia que foi me visitar no hospital, e eu realmente a tenho como uma irmã. Bruna tem um gosto musical maravilhoso. Bom, pelo menos eu gosto das mesmas musicas que ela. O Adrian não gosta disso, e tenta engolir quando estamos escutando musica no quarto dela. Escutamos desde screamo à bandas de rock antigas, e quando o dia está realmente muito bom, escutamos música eletronica pra sacudir o esqueleto e pular como malucas.

Sinto seus braços me rodearem num abraço e logo seu rosto aparece do meu lado direito observando curiosa o que estou preparando para o jantar. Como nossos pais estão viajando, ela esta comigo na casa do Adrian. Algo pra salvar meu dia depois do meu trabalho como professora numa escolinha de bairro.

 — Anabelle!  — minha irmã diz dando um beijo estalado em meu rosto e voltando sua atenção para a comida a minha frente  — O que está fazendo?
 — O que acha?  — respondo concentrada no molho da lasanha.
 — Cachorro quente?  — ela diz fingida.
 — Só se for o cachorro que você pegou na rua e esquentou.  — respondo ironica.
 — Ai credo Ana!  — ela diz rindo  — Eu sei que é lasanha! Ai Jesus como eu amo essa mulher!  — me abraça novamente morde minha boxexa.
 — Ai puta! Eu não sou seus nego pra você morder não!
 — Não, você é melhor que eles.
 — Idiota.  — desligo o fogo e me desvencilho dela para pegar a forma  — Já que você não está fazendo nada, pegue o macarrão no armário pra mim.
 — É pra já!  — ela diz e pega o macarrão colocando do meu lado  — Sabe, se você continuar cozinhando desse jeito, eu vou virar uma bola!
 — Você É uma bola, Bruna.  — respondo rindo e recebo um tapa dela.
 — Se sou uma bola a culpa é sua e dessa sua mente gorda!
 — Por isso você me ama.
 — Quem tá te iludindo assim? O Adrian?
 — Não, você mesma.
 — Tá. Por falar nele, cade ele?
 — Banho.
 — Ah...

Paramos de conversar e me ocupo em arrumar a lasanha. Termino e coloco no forno, começo a lavar os pratos e observo Bruna morder o lábio inquieta. Sei que ela quer me falar alguma coisa, e ela vai dizer em: 1... 2... 3...

E...

 — Você ama o Adrian?  — ela larga a bomba e eu suspiro sem saber responder.
 — Por que a pergunta?
 —  Porque as pessoas não se casam sem amor. Ou casam?
 — Não sei.  — puxo uma cadeira e sento de frente pra ela  — Muitas coisas na minha cabeça estão confusas. Acho que gosto dele. Ele se esforça pra cuidar de mim e é isso que importa.
 — Hum...

Silêncio.

 — E você? Ama alguém?  — pergunto a Bruna que muda de cor.
 — Q-quem? E-eu?  — me controlo pra não rir.
 — Sim, você.
 — Eu ...  — ela suspira  — Gosto de um cara, mas acho que ele só me vê como "estranha". E com razão. Olha pra mim. Só ando de preto, gosto de rock, não sou como aquelas vadias do colégio que esfregam aqueles peitos siliconados na cara dele, e não gosto de drogas. Bebo quase nunca e... Sou virgem.
 — Você sabe se é realmente isso? Talvez você pode estar enganada. Ele pode gostar de você e você não sabe.
 — Como?! Aquele cretino fica me humilhando na frente de todos e eu continuo como uma idiota gostando dele...  — ela suspira  — Sou uma idiota né?
 — Sim. Muito idiota.
 — Nossa! Que sincera você!  — ela diz com raiva.
 — Não vou mentir. Sabe que odeio mentiras.

Bruna arregala os olhos e desvia o olhar mastigando o lábio com mais força.

 — Belle...  — ela diz sem me encarar
 — Oi.
 — Qual seria a sua reação se... tudo o que você acredita... ou acreditava não passasse de uma mentira?  — seus olhos encontram os meus e vejo medo e dor neles  — Ás vezes eu me sinto assim. Quando ele olha pra mim... — Bruna emenda rápidamente.
 — Por que a pergunta?
 — Por nada.  — o celular dela vibra  — Gosta do Black Veil Brides?

Minha cabeça doi de repente tudo gira.

 " — Anda logo (seu nome) se arruma logo ou a gente vai chegar atrasadas no show dos meninos , sua anta. — a garota de cabelos tingidos de rosa diz histérica andando de um lado para o outro para uma garota sentada em frente a um espelho toda de preto  — O show do Black Veil Brides não vai esperar você se arrumar." 
" — Então me ajuda porra que eu to uma pilha de nervos!  — a garota de cabelos negros diz para a de cabelo rosa." 
" — Sua formiga, deveria pisar em você! Você não precisa de nada!" 
" — Seu recalque bate e volta, falô?"
" — Bem, seu amor chegou."

A cena some fazendo o ambiente para de girar e a Bruna volta ao meu campo de visão. Minha irmã parece preocupada e nervosa, o Adrian está ao lado dela com os olhos cravados no meu rosto e eu forço o ar a passar pelas minhas narinas.

 — Amor? Ana? O que houve?

Tudo fica escuro e eu apago.